22 de fevereiro de 2012

Perguntas inquietantes e de difíceis respostas

   Se existem questionamentos que só a filosofia e a teologia podem responder-nos, aqui estão na íntegra: quem somos, qual a nossa origem e destino, e o que estamos fazendo aqui?
Se perguntarmos a um ateu, por mais culto que seja, a resposta será o acaso, ou seja: tudo acontece por acaso, sem uma razão especial para o fato. O homem, nasce, cria e morre, e tudo volta ao que era antes, com a efemeridade dos seres materiais, e fim de papo. É até muito fácil de responder e entender, porém, não satisfaz o questionamento e a inquietação da maioria das cabeças pensantes, que olham para o universo, para os fenômenos mais próximos de nós, e diante da complexidade dos acontecimentos e da ordem natural com que isso ocorre, e não se conformam com o simples acaso. Se fizermos as mesmas perguntas a um renomado cientista, ouviremos a resposta baseada na teoria da evolução dos seres, começando pela formação do universo, passando pelas estrelas e o seu processo de formação dos elementos químicos e o lançamento desses
no espaço sideral, cujos componentes em combinação físico-química, produzem outros combinados, que em condições especiais de temperatura e pressão, reagem, produzindo os componentes que fazem parte da vida bacteriana, até chegarmos aos seres inteligentes que somos. Até aí, já deu uma melhorada na resposta, só que se aprofundarmos, vai encerrar no mesmo final que o ateu descreveu, mantendo a mesma inquietação do
questionador. E aí, após o nosso retorno físico ao local de origem(o pó retorna à terra) nada mais pode existir? é o fim de tudo?  partindo da lógica em que o ser humano vive no máximo 80 a 100 anos, já com limitações no final da vida, nasceu e foi uma mão de obra para os pais colocá-lo em condições autônomas,
uma verdadeira gincana para prepará-lo, saúde, educação, preparo profissional, emprego, aposentadoria, e
após tanta luta, vem a velhice debilitante, seguida pela morte, que para os materialistas, é o fim de tudo, e aí
pergunta-se: vale a pena existir, ou seria melhor ou indiferente caso não tivesse vindo ao mundo? é claro que
se não tivesse nascido, não tinha usufruído das boas coisas, e nem das ruins; embora não tivesse o mental, que nos traz as lembranças, não faria diferença. teria sentido, uma opção dessa, se ao vencer a batalha, você
está condenado `a velhice debilitante e à morte? pelo visto, só as ciências dos amigos do saber e dos aceita-
dores da fé, poderá nos confortar das nossas perguntas angustiantes, com a promessa de que existe um ser imaterial, e imortal, que habita os nossos corpos durante a vida, e que terá um destino eterno após a nossa morte, e que segundo a lei moral contida nos livros sagrados, de acordo com o nosso proceder, teremos um
destino de glória ou de sofrimento para o espírito, não querendo aqui criar polêmica com pessoas que pensam  de forma diferente e ao mesmo tempo, me identificando com o pensamento teológico, ou seja: acredito na existência de Deus, e na vida espiritual eterna. Que me desculpem, os ateus e materialistas.

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