Um método para o bom viver, é procurar entender a vida. E o que seria isso? iniciamos pela busca do sentido de viver-se, sem o qual, não encontrar-nos-iamos com os nossos objetivos, tornando o viver vazio e angustiante. Já que somos seres condenados à morte, desde que nascemos, todos os dias nos aproximamos desta realidade. Precisamos gerenciar as atividades físicas e psíquicas do dia a dia, para que os dissabores que deveremos enfrentar, não nos leve ao desestímulo pela vida, afetando a qualidades desta e nos tornando condenados ao sofrimento, traduzidos na era moderna pela depressão e outros distúrbios que tem levado muita gente às fugas pelo alcoolismo, drogas pesadas ou medicamentosas causadoras de dependência, que embora melhore os sintomas do enfermo, não o coloca diante do pleno equilíbrio e da tão desejada felicidade. Seria interessante saber-se o que significa ser feliz para as pessoas, mesmo sabendo-se da variedade de definições.
E aí está grande parte dos desencontros: diante da sociedade apelativa consumista em que vivemos, muita gente acha que ser feliz, seria ter um carro de luxo, uma bela casa, uma conta bancária estufada de dinheiro, mulher nova e bonita, sucesso na profissão, e uma série de condições que normalmente não está ao seu alvance. Esta, é a política do ter, que abandona o ser, com todo o seu prestígio, tornnado o ser escravo do ter. Precisamos ter cuidado para não nos envolvermos nisso. Na verdade, todos os humanos nascem nus e desprovidos até de nomes. As conquistas virão no desenrolar da vida. E se você é daqueles que pensa que para ser feliz é obrigatório ter isso ou aquilo, você não vive a sua essência como ser. Para ser feliz, necessário se faz que além da auto valorização como pessoa humana, você seja capaz de administrar o que você tem o que não tem, sem permitir que a posse ou a falta, altere a essência do seu ser. Evidentemente, devemos lutar para alcançarmos patamares de progresso também na vida material, sem obsessão e com métodos éticos, honestos, e não obter à qualquer custo. Afinal, existe a lei da responsabilidade divina, já que a parte moral daqui da terra foi abandonada por muita gente, que não se envergonha em roubar, corromper, para obter riqueza. E aí, alguém poderá dizer: isso é pensamento da Gréssia antiga, do tempo de Platão,hoje, quem não rouba não fica rico, e uma série de babozeiras, na defesa da corrupção. O fato é que a humanidade, de tanto ceder ao convite da ma conduta, do abandono aos princípios éticos, que também são sagrados, tem causado tanto sofrimento aos habitantes do nosso planeta. Portanto, meu amigo, minha amiga, mesmo morando numa pequena casinha, ganhando o mínimo salário, vivendo de forma humilde, não são esses fatores que possam condenar-lhe à infelicidade. A sua dignidade e honradez falará mais alto do que muitas pessoas portadoras de fortunas, adquiridas de forma desonesta, muitas vezes, desviando a merenda de crianças, melhoria de vida de populações, se beneficiando de forma espúria e ainda se apresentando como herói salvador dos pobres. Não queremos com este artigo exaltar a pobreza, nem condenar a riqueza. Apenas, deixar claro que para se ser feliz, não é obrigatório ter isso ou aquilo, materialmente falando, e que nem toda riqueza é honesta. Também, que uma pessoa para ser digna ou merecedora de um mandato público, não é indispensável que seja rico. A capacidade, a honestidade, o caráter e a sensibilidade humana, são formas de riqueza, mesmo sendo diferentes daquela exigida e ambicionada por certas pessoas. Ser feliz é: acordar todo dia, deitar em paz com a sua consciência, estar com saúde, de bem com a vida e uma série de circunstâncias que eu levaria um dia comentando, sem deixar de fazer os outros felizes. Viu como é possível?

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