3 de janeiro de 2012

Ipiaú do passado e no presente.

       Não temos dúvida de que: somos originários da monocultura do cacau, compondo a história, que por sinal, muito bonita, dos barões do cacau da Bahia, período de muito glamour e poder econômico da nossa sociedade.
Muitos não gostam de abordar tais lembranças, devido a transformação de muitos ricos em pobres e a perda do poder, o que tornou todo cidadão igual perante a lei. Não podemos esquecer-nos das injustiças que também permeiavam àquela época, não só relacionadas aos desrespeitos aos direitos dos trabalhadores, também à determinados comportamentos dos coronéis e seus apadrinhados, que não eram acostumados a responder juridicamente por abusos cometidos contra pessoas de menor poder aquisitivo. Saria injustiça, não lembrar o lado bom de muitos daqueles homens, que praticavam ações humanitárias em favor de muita gente necessitada e até de bons trabalhadores. Entre os pioneiros de Ipiaú, cito alguns que ainda estão na lembrança de muita gente, e que prestaram relevantes serviços no desenvolvimento da nossa antiga Fuá, Rapatição, Alfredo Martins, Rio Novo e atual Ipiaú: José Thiara, Estevão Calheira, Emídio Barreto, Astrogildo Pinheiro, Abdon Batista, Dr. Mesquita, João Lessa e tantos outros que colaboraram na atividade produtiva, comercial e vendendo ensumos e alimentos aos trabalhadores e produtores do abençoado fruto. Que me perdoem as famílias dos que aqui não foram citados.
Ipiaú do momento: Com a imensa redução da produção do cacau, a nossa querida Ipiaú, tomou outro rumo no seu caminho desenvolvimentista, partindo para o ramo comercial e de prestação de serviço, além de muitas famílias de aposentados, que aqui escolheram para morar e gastar os seus salários, injetando mais valores na economia local, sem falarmos na influência do minério da vizinha Itagibá, que respinga parte dos seus rendimentos aqui, em forma de aluguel, serviços e outros. Ainda precisamos de um novo rumo, no investimento industrial, que a nossa terra tem plena condição, e mais prestação de serviços. E aí pergunta-se: o que está faltando para que isso ocorra? intercâmbio entre os governos do municìpio e o estadual? perguntar, não ofende.

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