16 de janeiro de 2012

A Tragédia no Trânsito

        Muita gente sabe que temos um trânsito dos mais violentos do mundo, com 35 a 40.000 mortes por ano, sem contar com os óbitos que fogem às estatísticas, ou seja os que morrem em casa ou após dias da ocorrência
nefasta. Na realidade, é um número estúpido, bem maior do que o resultado de todas as guerras, ora existentes
no nosso planeta. Estamos falando do trânsito no Brasil. E aí, alguém pergunta o motivo de tanta morte, já que em outros países com frotas de veículos e populações bem maiores que a nossa, este número é bem menor?
São vários os fatores que interferem na causa, entre os quais: educação social, severidade das leis, são os principais ícones, além de outros somatórios que podem ser citados como qualidade das nossas estradas, veículos, despreparo de muitos dos nossos condutores, que não se encaixam muito bem, mas tem gente que faz tal alegação. Sobre a nossa legislação, parece que os legisladores elegeram um sistema jurídico para não punir, deixando brechas de todos os tamanhos no código. Um ex. disso é a lei seca, o infrator não é obrigado a colaborar com as provas do seu crime. Quanto a educação no trânsito, é outra fonte de desrespeito, pouca gente se porta como cidadão atraz do volante. Corre demais, dirige sobre efeito de alcool ou outras drogas, ultrapassa na faixa contínua, em lombada, curva, pela  direita, pelo acostamento, sem ser habilitado, faz disputa ou pega, coloca criança no banco dianteiro, não usa cinto de segurança e outras tantas loucuras, que somadas, resulta no triste e vergonhoso número de mortos e muito mais de feridos. Eu é que sei quando assumí o Detran de Ipiaú, e iniciei a campanha educativa e proibitiva do uso da famigerada cuia pelos condutores de motos. Hoje, todos compreendem e alguns até me agradecem. Só que no início, fui chamado de intransigente. E assim, é a nível nacional. Muita gente descomprometido com a segurança, gerando vítimas ou até se matando, levado pela estupidez. E o pior, a cada dia a nossa frota aumentando e as nossas autoridades nada fazem no sentido de elevar o nível de segurança dos nossos condutores. Portanto, antes de presentear o seu filho(a) com um veículo, prepare-o(a) para isso, habilite-o(a) e observe se o mesmo está comprometido com a sua segurança e a dos outros. A educação e o controle, começa em família; os guardas do trânsito, só poderão no máximo, multar ou fazer a ocorrência do sinistro, o que é muito triste.

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