Percebe-se na nossa cidade, em período inferior a uma década, a ocorrência de um elevado número de suicídios, em relação à nossa população. Não vou citá-los, em respeito às pesadas lembranças dos familiares das vítimas, mas, posso
afirmar que todas as vítimas eram jovens. Os motivos são os mais variados, com predominância pelos conflitos afetivos.
O que mais nos preocupa diante da questão, é o que pode-se fazer no sentido de evitar tão dolorosas ocorrências, que chocam não só os familiares, mas, toda a sociedade. É preciso que algo seja feito, envolvendo setores específicos da nossa comunidade, entre os quais: psicólogos, religiosos, assistentes sociais, associações e poder público, e principalmente as famílias de pessoas com problemas mau resolvidos, no sentido de um acompanhamento e providências e orientações às pessoas que convivem com tal ameaça. Sabemos que a vida moderna, repleta de afazeres e pobre de observação e envolvimento nas questões alheias, até mesmo dentro da família, torna esta missão difícil, e em consequência, só quando a bomba estoura é que as pessoas, mesmo familiares, se assustam e nada mais podem fazer, a não ser chorar, sofrer, lamentar e conviver com os efeitos do ocorrido. Sabemos que além dos transtornos gerados pelos conflitos, o desequilíbrio psicológico, o uso de alcool, outra drogas, o vazio espiritual, a falta de uma crença no sagrado, todos são fatores favoráveis a um final trágico. E aí, a participação da família é fundamental, não só orientando, como tomando medidas emergenciais, em socorro de quem corre sério risco de morte. Ex. deslocar a potencial vítima para lugar longe do ameaçador, enquanto a paixão ou o ódio passa. Buscar o direito, a justiça, a polícia, em proteção contra as ameaças. Vale lembrar que: o criminoso, também é uma vítima, vítima da paixão, do desequilíbrio psicológico, da falta de fé, da falta de um ombro amigo que possa perceber a gravidade da situação e ajudá-lo com orientação, apoio, fazendo algo em prol de ambos. E para quem acha que o assassino não é vítima, basta analisar que quem se mata, perdeu completamente a razão da vida e o amor por tudo.

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